Albergue da juventude

7 julho, 2007 - Uma resposta

Inspirados pelo mais do que famoso apagão aéreo, que atrasa, atrasa, mas acaba decolando, resolvemos, igualmente atrasados, lançar outro post.

Infame, o paralelo com aeroporto, mas foi para forçar o assunto e podermos dizer que esse post foi escrito no Afonso Pena, na nossa tão amada Curitiba.
Neste momento estamos a caminho de Porto Alegre (tema para outro post).

Esses últimos dias foram bem agitados.
Além das já citadas atribuições diárias, como cursos, trabalho, projetos, etc, tivemos algumas novas ‘ocupações’ – o que não quer dizer que não foi divertido ou que atrapalhou.

cleon no rio

O primeiro a chegar foi Cleon – que ficou de fazer um post sobre a vinda dele, vamos ver se vai cumprir o prometido! –, que veio fazer um curso por uns dias.

animamundi.com.br

E se deu bem, pois pegou justamente a data de lançamento do Anima Mundi, o maior evento de animação da América Latina (que foi patrocinado pela Petrobras e cuja organização é praticamente toda composta por professores meus. Quer mais moleza pra conseguir uns ingressos para a abertura? Rss). Claro que fomos e aproveitamos para ver vários curtas interessantíssimos e também para fazer uma boquinha no coquetel. Muito bom.

cleon apresenta

Durante a estadia dele, ainda tivemos que fazer algumas filmagens para o documentário que Marília está concluindo (também terá post exclusivo, deixa só ficar pronto!), então aproveitamos para mostrar um pouco das praias, passear por Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, já que boa parte dessas filmagens eram de dentro do carro ou em pontos legais para levar visitantes. Mas, como falei anteriormente, Cleon fará um post mais detalhado sobre esta vinda dele, então vou pular para o próximo item.

os turistas

Um dia após a ida de Cleon, chegaram André, Gláucia e Beatriz.
Beatriz, caso você que está lendo não saiba, é uma linda criança de 1 ano de idade.

tão linda

Foi muito bom eles terem vindo com ela. Como é interessante ter criança em casa. Sempre tem movimentação, alegria, brincadeiras. Sempre. Sempre! Serviu para vermos como é legal que nossos amigos estão tendo filhos lindos e brincalhões. E que ser tio é a melhor coisa que tem, pois é só chorar (o que não demora muito, nessa idade!) que a gente devolve aos pais! Sem falar nas necessidades fisiológicas, claro. Definitivamente não tá na hora!

pense nos jogadores!

André é um dos meus melhores amigos desde a infância, quando morávamos no mesmo prédio, e Gláucia é minha prima mais próxima. Eles se tornaram muito amigos de Marília também, claro.

Já que estão de férias, resolveram nos visitar, como fizeram em Curitiba (infelizmente tiraram nosso antigo blog – longedecasa.blogspot.com – do ar…).

No primeiro dia, como sempre, saímos para comer. E comemos muito, pra variar, no rodízio de crepe (ida clássica de todas as nossas visitas). Depois fomos pra casa descansar um pouco, afinal eles tinham acabado de chegar de São Paulo, eu do trabalho e Marília tinha passado o dia estudando e arrumando o casa para a chegada deles.

playstation

Descansar? André comprou um Playstation em SP e estava louco para testar, experimentar (sim, até então apenas ele estava com vontade de usar o brinquedinho novo. Juro!).

Então começou a luta contra os cabos e tomadas para ligar o bicho. Mas vencemos logo e começamos a jogar, enquanto a única criança da casa dormia angelicalmente.

Quanto jogo bom! Tinha de corrida de carros, futebol, vários de luta, etc. Passamos a madrugada inteira jogando esse negócio. Mas fomos dormir antes que as meninas acordassem e dessem uma bronca na gente.

perdeu, preibói

Que coisinha viciante, esse tal de Playstation. No final da passagem deles, até Marília e Gláucia já estavam jogando.

Dessa vez a visita foi um pouquinho menos gastronômica do que da anterior. O que não quer dizer que não houve momentos de muita comida. Um deles foi para conhecermos (eles já haviam ido na semana anterior, em São Paulo, eu e Marília não conhecíamos) o restaurante australiano temático Outback.

caloriiiiias

É lugar de ‘comida cardíaca’. Não é na barriga onde você sente o peso das refeições, mas no coração. Eita comidinha calórica e gordurosa!

caloriiiiiiiiiias

A entrada foi um prato de batata-fritas com bacon e queijo derretido, com um molhinho apimentado e cerveja. Depois um pão puro (muito gostoso, por sinal, com um gostinho de mel) e então chegaram os pratos principais: uma costela de porco com molho barbecue absurdamente sensacional, que dissolvia na boca, e um filé mal-passado impressionante. E tome-lhe comida.

foto original!! juro!

Como no dia seguinte eu tinha que trabalhar, eles foram passear por alguns pontos turísticos da cidade e depois almoçaram com Marília perto de casa, onde ainda conseguiram ver o nosso presidente, Lula.

ê lelê

À noite, como era o útimo dia que passaria com eles e também véspera do aniversário de André, fomos jantar em Copacabana, em um barzinho que tem um rodízio de petiscos. E tome-lhe cerveja e salgadinhos, batata-frita, camarão até enjoar, quibes, queijos, batatas apimentadas, bolinhos de bacalhau, charque com cebola, carne do sol, pilombeta, azeitona, salaminho, pastéis, pizza (mas esse a gente dispensou. Só esse!).
Toda vez que eles ameaçam aparecer a gente já entra, automaticamente, numa dieta urgente!

Depois fomos pra casa tomar mais umas cervejinhas, falar um bocado de besteira e dormir.

Ao meio-dia eles voltaram para Aracaju.
(prometo que vou tentar fazer com que eles escrevam um post completo sobre a vinda deles, só não garanto que farão)

E a vida, cheia de projetos, continua…

Quanto vale?

14 junho, 2007 - Deixe seu recado!

Campanha do Metrô

Caramba, tem muito tempo que não atualizamos este negócio aqui.
Mas não é só paciência que tem faltado.
Tempo, hoje, é o produto mais escasso no mercado.
Estivemos em casa por esses dias, em Aracaju, e passamos o final de semana em contato com a família, amigos, festas e coisas boas. Parece que recarregamos as baterias para mais uma maratona de situações que requerem muita paciência e esforço.
Foi aniversário de 60 anos de meu pai e minha mãe fez um baita festão surpresa – que deu certo! Não lembro de ter ido numa festa com tanta coisa positiva e gente feliz, se divertindo. Até meu pai, que não é de festa e surpresas, gostou bastante. Também, recebeu homenagem dos amigos da época do colégio (que permanecem em contato), a presença de quase toda a família e tudo mais. Muito bom.
Outra coisa muito legal foi o contato com amigos. Dentre outras coisas, fomos na casa de uns amigos, novamente no barzinho na beira do rio e festa rave, como não podia deixar de ser.
Mas tivemos que voltar. Afinal, nossa vida hoje é aqui no Rio.
Uma cidade que, definitivamente, não tem contribuído muito para que a gente se apaixone por ela.
Fará 1 ano de morada no Rio agora em julho e, cada dia mais, vemos que este não é nosso lugar.
Passamos pela fase de adaptação ‘numa boa’, depois veio a rejeição total, o desespero. Então, começamos a compreender que estamos aqui por um motivo maior, que é o contato com coisas diferentes, pessoas diferentes, outra cultura, estamos fazendo cursos interessantes e etc. E começamos a aliviar a barra.
Já não era mais um fardo aceitar o fato de perder várias horas do dia com transporte, engarrafamento, violência, custo de vida altíssimo, balas perdidas, guerra de morros, velhos mal educados, serviços incrivelmente mal prestados, dentre outras coisas. As coisas estavam fazendo algum sentido.
Até deixei pronto um texto comentando como era bom começar o dia com um bom dia sorridente das meninas cobradoras dos ônibus do metrô.
Ainda bem que não publiquei! A empresa de metrô resolveu aumentar suas linhas de ônibus (isso mesmo, ônibus. Eles não constroem as linhas para os locais que as pessoas precisam, mas colocam ônibus para ‘atender’ esses lugares), estendendo o serviço para alguns outros pontos da cidade. Achei isso muito bom, agora ficou mais fácil circular pela cidade e o serviço foi ampliado para muito mais gente. Só que os espertos não aumentaram a quantidade de ônibus, simplesmente realocaram os existentes – e, se colocaram mais ônibus, foram pouquíssimos, e estes não estão atendendo nem o básico.
Lembra que eu comentei sobre a perda de tempo com transporte? Hoje isso chegou num nível absurdo.
Segunda-feira, dia 11, saí de casa para tomar meu habitual ônibus de integração do Metrô, na estação Francisco Sá. Ao chegar, percebo que não existe mais a placa do Metrô. Estranhei, mas existia uma fila, como de costume. Então, permaneci no local.
Após uns 5 minutos, aparece um rapazinho com as roupas da empresa informando que aquele ponto não existia mais, que agora teríamos de andar mais 2 ou 3 quadras até o novo local.
Ótimo! Agora tenho que andar mais – mas não é um absurdo, da minha casa para tal ponto são apenas umas 3 ou 4 quadras, nada demais.
E fui, com o tempo, que é sempre cronometrado, espremido.
Ao chegar, não tive dúvidas de onde era o novo ponto. Uma fila gigantesca pulsava, de raiva e angústia, no local.
Me juntei a esta massa, crente de que eles eram pessoas com pensamentos maus, que estavam com problemas em casa, no trabalho ou algo do gênero.
E logo aparece o primeiro ônibus.
Lotado.
Tudo bem, isso acontece, eles não têm como prever que muita gente apareça, de uma só vez, e coloquem mais ônibus.
Alguns (muitos) minutos depois, eis que desponta mais um ônibus, vindo da luz. Me mexo e arrumo a mochila e confiro o dinheiro, me preparando para a entrada.
Lotado!
A partir de então, começo a fazer parte da tal massa pulsante, que fica de cara feia logo de manhã.
E – muitos minutos depois, não se engane – surge outro ônibus.
LOTADO!!!
Porra! Muitos minutos depois de ter chegado, ainda estava NO MESMO LUGAR, a fila não andava! E, mesmo andando, demoraria anos para chegar a minha vez de ingressar naquela porcaria lotada e inflada.
Só que o esperto aqui não sabe nenhuma outra forma de chegar no trabalho que não esta. E não tinha sequer 37 centavos de crédito no celular para mandar uma mensagem perguntando como a alguém. Então, na falta de opção, esperei na fila.
E esperei MESMO.
Só consegui ‘entrar’ no SÉTIMO ônibus que passou. E entrar é bondade. Eu fui espremido na porta até a estação de metrô – isso, considerando o engarrafamento, demorou aproximadamente 25/30 minutos.
E não acaba aí. Depois do trabalho, ainda tenho que pegar metrô – lotadaço! – e depois ainda pegar uma fila que costuma ter aproximadamente 50m e agüentar o ônibus lotado até o último ponto, que é onde eu desço, para fazer pós-graduação. Mas, incrivelmente, é depois da pós que meu dia fica realmente bom! Fazer o que gosta é a melhor coisa!
Agora, sabe o que é mais impressionante?
Que o caminho que eu faço não é o mais cheio. Pelo contrário, é o privilegiado. É o que segue para a zona sul.
Surreal, irreal, doentio, absurdo e desumano é o que eles fazem com quem vem da zona norte. De início, já dá para perceber, pela falta de cuidados e acabamento, que eles dão muito menos valor a essa região – preciso dizer que é a região de quem, na maioria, tem menos dinheiro?
Mas o mais bizarro é como as composições (os vagões) chegam e saem das estações. Eu chuto, sem medo de exagerar, que são entre 8 e 10 pessoas por metro quadrado. E basta parar numa estação para que mais gente se empurre para caber num vagão que já não cabe mais ninguém.
É culpa da falta de educação do povo, que não tem acesso, que é pobre, que não pensa no coletivo? Na minha visão, não!
A culpa é completamente da administração do transporte público, que não obriga as empresas a oferecerem serviços no mínimo humanos à sociedade. E quem é penalizado? A sociedade, que depois é taxada de mal educada e individualista.
No dia que as pessoas dessas empresas perceberem que ganham dinheiro – e muito – espremendo e humilhando gente igual a elas, talvez sintam vergonha do pouco que fazem com essa gente que, pelo visto, nada vale.

Caminhada e artistas

13 junho, 2007 - Deixe seu recado!

Hoje fui dar uma caminhada no circuito Arpoador-Ipanema- Leblon (do posto 7 ao posto 12), aproveitando o clima friozinho que está fazendo aqui.
Já chegando no posto 8, vindo em minha direção vejo o ator Marcius Melhem (o Pedrão) do Zorra Total, dando uma caminhada também, e parecendo ter saído da vitrine da adidas…kkkk.
Bem, logo passei o posto 9. Já no badalado posto 9 e ½, vejo que uma figura dentro de um carro, falando com alguém na areia, que não conseguia identificar quem era, chamava a atenção das pessoas no calçadão. Esse alguém era o Marcos Mion, gravando seu programa com Felipe Dylon e mais duas loiras que não sei quem são, nas areias de Ipanema. O sósia do Mion sai do carro e logo uma câmera o segue até este encontrar Dylon.
Continuo minha caminhada…
Chegando ao posto 10, vejo ao meu lado direito, na pista de bike, a ex-bbb… como é mesmo o nome dela? Aquela que namorou o cozinheiro e tal… lembra não?? Bom, ela é muito bonita, de fato.
Mais perto do 11 vejo uma bola de vôlei atravessando as ruas e, atrás dela, desviando dos carros, um rapaz. Pelo meu lado esquerdo, ouço a voz de uma mulher falando alto: – É só uma bola fulano, não precisa sair na frente dos carros pra pegar uma bola assim. Meu Deus!
Era a Isabel, dando uma aulinha básica de vôlei de praia.
Continuo minha caminhada, com o intuito de chegar ao posto 12 super empolgada, olhando para todos os lados na expectativa de talvez ver outro famoso.
Já sem a luz do sol, faço o meu percurso de volta. Passo devagar em frente ao 510 Residence, na expectativa de ver o  Tony Ramos gravando para Paraíso Tropical. Não foi dessa vez….
Me dando por satisfeita com os artistas que vi hoje, passei a observar a quantidade enorme de peruanos que estavam vendendo seu maravilhoso artesanato ao longo de todo o calçadão. Também reparei uma quantidade significante de estrangeiros falando inglês e espanhol.
Como está chovendo aqui no Rio esses dias, o mar avançou um pouco na areia, o que não permitiu a pratica de vôlei de praia, futebol de areia, futevôlei, frescobol e todas as escolinhas de surfe e futebol que costumo ver em dias ensolarados.
Então, observei, durante todo o percurso, grupos isolados de mais ou menos 4 ou 5 rapazes, dançando na beira do mar, ao som de… música nenhuma. No ar um cheiro assim de mmmm… aaaa… hummm… ORÉGANO!! Quase não vinha. Povo doido. Eu, hein…
A caminhada de hoje foi muito boa. Dei uma espairecida na mente. Tava precisando.
Fico devendo as fotos dos artistas que vi hoje, é que meu celular não tem câmera, snif, snif. Quando é mesmo a próxima data comemorativa que posso ganhar um presentinho??? Hummm… Ah sim!! Dia dos namorados!! Hehehe

santa semana santa

15 abril, 2007 - Deixe seu recado!

aeroporto

Fomos passar a semana santa em Aracaju, para finalmente ver a família.
Ainda não tinha ido lá esse ano.

Saimos daqui na madrugada da terça e chegamos lá no início da quarta num vôo bem tranquilo e sem qualquer atraso, mesmo com toda aquela confusão com vôos e etc.

Mal chegamos e já estávamos nos coçando para ver a família, os amigos, ir nas festas, praia, etc. Mas, como era madrugada, fomos para casa dormir, afinal o dia tinha sido puxado, com trampo, pós, viagem, etc.

Acordei relativamente cedo, 11h, e fui falar direito com meus pais, saber as novidades, contar algumas coisas. Depois fomos visitar as obras de finalização do novo apartamento deles, que está um absurdo de sensacional. Gigantesco. Mas não sei se ele é esse absurdo mesmo ou nós é que acostumamos com o tamanho dos cubículos que podemos pagar no Rio.
Enfim, é muito grande.

sala
varanda1

Daí é que fui ver a galera.

bandido1

Passei na Base, Insight e no estúdio de Accioly e vi boa parte, já.

eu na base

O feriadão quase todo foi passando um tempo com minha família, vendo o povo, surfando e bebendo. Ruim, né? E como é bom ter amigos. Essa é uma das hora em que os amigos mostram boa parte de seu valor.

bandido2

Sábado, 7, foi meu aniversário e estava tudo certo para ir numa rave à noite.

familia
familia d'itália
familia marilia

Comecei o dia almoçando com meus pais, minha irmã e Marília, depois fomos (eu e Marília) beber umas cervejas com Germano e Renatinha, um casal de amigos muito show de bola, num barzinho bem simples na beira de um rio lá em Matapuã, um povoado colado em Aracaju. Muito bom ter ido, sensacional.

isso é um caranguejo
vixe que lindo
onório
é nóis na ripa
isto é aracaju
renateeeex
renata e seu mano
voa, tartaruguinha, voa!

De lá, chácara de outro amigo, ali bem pertinho. E mais birita, claro. Tava um outro grupo de amigos. Ficamos algumas horas, bebemos um bocado e fomos pra casa descansar um pouco pra ir na rave.

oficialmente encarcado
ê povo bão, sô
e tem quem ache aracaju feia

Mas quando chego em casa, encontro novamente Andre, amigo de infância, lá embaixo do prédio e resolvemos matar mais umas cervejas. Voltei pra casa já ‘legal’, e lá fui tomar banho e trocar de roupa pra ir na rave.

Antes demos uma passada em outra casa de eventos, chamada Etnia, mas não é muito o nosso perfil, então nem entramos e fomos embora.

A rave foi um espetáculo. Lotada de amigos, todo mundo em paz, se divertindo numa boa, uma energia positiva e camaradagem sem igual.

Estavam muitas das melhores companhias que se pode ter, amigos de infância, dos trabalhos, das farras, etc.

Mas essa rave não foi uma festinha qualquer.
Foi onde eu vi o poder da presença, a consideração aos amigos. Nenhum desses amigos sequer parou para pensar se podia ou não ir na rave, simplesmente foram, por consideração a mim. Dentre esses, muitos nunca tinham ido numa festa eletrônica e nem ao menos gostam! Outros nem podiam ir, mas foram.

Fora a quantidade de abraço, de elogio, de presentinhos, de desejos de um futuro ainda melhor. Tem como ter aniversário melhor?

É fácil perceber que sou um babão, que sou fã de meus amigos e tal. Mas uma coisa é certa, eu só sou babão porque tenho uma família e amigos espetaculares.

Vocês são MUITO foda, obrigado demais, demais.

A todos.

//_Semana santa em Aracaju

7 abril, 2007 - Deixe seu recado!

E não é que conseguimos, finalmente, vir em Aracaju? Caramba, é a primeira vez este ano que fazemos isso. Cada dia temos vindo menos aqui, em 2006 viemos 2 vezes e em 2007 é a primeira vez.

Por incrível que pareça, está menos quente do que no Rio, mas está sinistro. E o melhor, tá rolando onda!

A cidade está toda bonitinha, com algumas coisas novas, mudanças de sentido de ruas (sacanagem, peguei 1 contramão e 1 sinal vermelho, que nem sabia que existia!), locais antigos reestruturados, locais novos (locais que fecharam!). Uma pena termos vindo numa época em que muita gente viaja, mas tá valendo, estamos vendo a família, etc.

Esse post foi escrito ainda em Aracaju, depois a gente escreve um sobre a viagem inteira (com fotos, mais detalhes, etc).

Valeu, deixa eu aproveitar o meu aniversário!

[]‘s

//_Cardápio do dia

27 março, 2007 - Deixe seu recado!

Trabalhar no centro é uma maravilha. Basta sair do trabalho e não precisar andar muito para encontrar o que precisa. Tudo pertinho. Claro, tem a distância de casa, mas não dá para ter tudo na vida, né. Pelo menos por enquanto.

E é justamente por esse motivo, distância de casa, que tenho que almoçar aqui pelo maravilhoso centro da cidade.

O que não falta por aqui é restaurante, tem para todo gosto e preço. Tem comida mineira, nordestina, árabe, chinesa, japonesa, caseira, vegetariana. Tem muita opção mesmo. O que não tem opção é o cheiro de óleo que todos esses restaurantes deixam. Não tem jeito, são todos. E, como falei, aqui o centro é bem longe de casa, e horário de almoço é de 1h só.

Tem suas vantagens, fica fácil saber que se alimenta bem e quem come mal sem precisar perguntar.

Que semana!

24 março, 2007 - Uma resposta

Não vou ficar dando voltas, como de costume. Este post vai ser o mais objetivo possível, não por preguiça de escrever, mas para evitar que você tenha de ler. E também por ter muita coisa pra contar.

Sem mais delongas, esta foi uma semana agitada. Já de início toda a expectativa para saber se tinha passado ou não na seleção da pós-graduação (pontuando, Marília já está cursando a dela há uma semana! Parabéns para ela!). Nada de me ligarem para dizer se havia passado ou não. Sem agüentar, resolvi ligar e perguntar. Sabe o que me disseram? Que não só já tinha saído o resultado há alguns dias, como eu tinha passado. E que só faltava mais um dia para fazer a matrícula, ou perderia o direito! Mas deu tudo certo, tudo resolvido. Agora é penar para acompanhar, mas isso já é coisa pra pensar depois.

Lembra que falei no post anterior de alguns benefícios da cidade grande? Pois esta semana fui ao cine Odeon assistir à pré-estréia de O Cheiro do Ralo, do livro de Lourenço Mutarelli. Muito bom este filme, vale muito a pena ir ver, recomendo.

Enquanto pensava no que escrever desta vez e lia meus e-mails, recebi um comentário de um colega e amigo, chamado Nelson, sobre o filme. E, como está muito bem escrito, resolvi posta-lo para que você tenha uma idéia de como é.

O Cheiro do Ralo
Assistir O Cheiro do Ralo na terceira fila deu um sentido a mais, porque é a
 visão do próprio ralo. O lugar ideal para se assistir à decadência moral de 
Lourenço, um agiota dono de uma loja de penhores. 
Metido num muquifo da última categoria, ele atende os pedintes que trazem relíquias em troca de avaros trocados. Uma pessoa que aprendeu a sublimar os sentimentos para poder desprezar os outros seres humanos e negociar melhor. 
Justifica-se a todos que o cheiro que sentem vem do ralo atrás dele. 
Acredita a certa altura que os ralos são as portas do inferno. Lourenço é, literalmente, o porteiro do inferno, o último degrau antes da decadência total. Ele toca o balcão do inferno. O oposto da Porta da Esperança. Incapaz de amar, transforma seus relacionamentos em transações. Vai pelo ralo, escorre pro esgoto, entra pelo cano. Selton Melo contracena com uma sucessão infindável de figurantes que fazem o papel dos clientes da loja. Um melhor que o outro. Parece competição. Cada cena é um “sketch” com um figurante. Parece também comédia. Mas obviamente, é uma tragédia. O filme transita de um clima para outro lentamente, escorre de fato de um lado humorado para outro sombrio. Baseado no livro de Lourenço Mutarelli, dirigido por Heitor Dhalia, um desafio que tem tudo para dar errado, mas que na mão desse Dhalia parece dar certo. Ele já fez Nina, do mesmo autor. E Selton Melo se firma como o anti-herói que o Brasil precisava. Linguagem moderna, bom entretenimento, envolvente, mas apenas lembrando a todos que termina pesado e escatológico…
Nelson

Muito bom, Nelsão, parabéns.

Depois ainda rolou um coquetel, patrocinado pela Sagatiba (1). Podia ser melhor? De graça, com o elenco inteiro lá, vários outros artistas e famosinhos, em um cinema legal, próximo ao metrô, e ainda dando Sagatiba (2)? Podia! Aliás, pôde! Tinham várias meninas ensinando formas de apreciar a Sagatiba (3), e aprendi uma sensacional: morango, banhado a açúcar apimentado (isso, apimentado!), e Sagatiba (4) envelhecida. Recomendo isso também. Aliás, recomendo qualquer Sagatiba (5).

Sei que está na moda isso de blog patrocinado, mas dou a palavra que o meu ainda não é. Se quiser fazer alguma doação, ótimo, mas por enquanto ainda não tem ninguém pagando para o escriba aqui falar bem – ou mal – de nada! Eu gosto mesmo da Sagatiba (6).

Finalmente, chegou onde queria. Esperei o post inteiro para chegar aqui neste tema, o ponto máximo, a apoteose.

perfeito

Já havíamos anunciado duas vezes que iríamos para o show de Roger Waters e, na verdade, nem estávamos muito anciosos. Chegamos até a desistir de comprar os ingressos por conta de grana. Já pensou na besteira teríamos feito?

Por conta de um atraso na entrega de material, acabei ficando até mais tarde do que pretendia no trabalho, o que me impediu de ir em casa tomar banho, descansar um pouco e trocar de roupa (lembra do post anterior, sobre desvantagens de cidade grande?).

Então, na falta de opção, esperei Marília chegar para seguirmos até a Praça da Apoteose, o lugar do show. E lá fomos nós. Metrô até a Praça Onze, caminhada até a entrada do show e pronto, lá estávamos nós, vislumbrados com o tamanho do lugar. Até então, estávamos animados por ver o show ‘do cara’, mas nada demais.

Bastante gente e sempre aparecendo mais. E mais. E mais. Mas nada demais. Nada insuportável ou quente demais.

O cenário era, até então, muito interessante. Uma garrafa de Johnny Walker (Red Label), uma radiola nostálgica, um copo de vidro, um cinzeiro e um aviãozinho de brinquedo em cima da radiola. Todos gigantes e muito bem feitos. Muito interessante, mas nada demais.

perfeito

É, nada demais. Nada demais? Nada demais é o cacete! De repente entra uma mão enorme e pega o copo, que estava com wisky, e deixa um cigarro em cima do cinzeiro, soltando fumaça. Mas como assim? Não era um cenário? Aquilo não eram apenas peças gigantescas muito bem feitas? Foi então que todo mundo se tocou que não era cenário montado, mas um telão imenso. Mas imenso MESMO, e de uma resolução absurda. Neste momento, a gente estava na fila do banheiro, mas quem é louco de perder qualquer interação com o público por causa de uma coisa supérflua como urinar?

Corremos para o centro do espaço, de frente para o palco e 2 telões, e começamos a prestar atenção a todo e qualquer detalhe no palco.

Desde o início, quando chegamos (e acredito que desde antes disso, claro), só tocava som bom. Nada muito expressivo, com exceção de Bob Dylan, mas só som bom.

Depois de toda essa interação, sabe quem trocou o som ambiente? Pois é, a tal mão no aparelho de som. Muito bom! Que idéia simples e sensacional. A partir de então, o ‘Dj’ era a mão.

E aí começou o show. O cenário foi dando lugar a outras imagens, sempre sincronizadas às músicas, claro.

perfeito

Shine on your crazy diamond. Tem jeito melhor de começar?

Algumas ótimas músicas depois, eis que volta a mão e sintoniza novamente a estação. Difícil adivinhar a próxima música? Para quem é fã (ou conhece um mínimo de Pink Floyd), não: Wish you were here, claro.

Este é apenas um dos exemplos de interação do cenário com a performance da banda – que merece mais do que destaque.

Esse show não teria sido muita coisa se estivesse lá só o Roger Waters. Não teria sido quase nada, na verdade, já que ele é baixista e vocalista de algumas músicas. Não conseguiria fazer muita coisa (será?). Que banda sensacional, seguiu a proposta por inteiro, sem desvios ou improvisos, sem erros ou mudanças. Sensacional.

Outro momento de excitação foi também a hora que soltaram o esperado porco gigante, com várias mensagens anti-bélicas e de paz em geral. Acompanhado ao porco, um canhão de fogo, ao lado do palco, soltando, vez por outra, labaredas gigantescas (tão grandes que esquentavam toda a galera presente!), que faziam um sinal de fumaça, e luzes alucinantes percorrendo todo o público. Tudo isso ao som de Sheep. A mensagem principal, algo como ‘Hey killers, live the kids alone’, realmente surte efeito sobre quem está lá, emociona. Tinham outras frases também, como ‘Bush, não estamos à venda’, ‘liberdade’, etc.

E acabou com um estrondo enorme, que mais parecia falha de som.

Mas acabou a introdução, apenas.

15 minutos depois, volta o espetáculo, agora para fazer o álbum Dark side of the moon completo, passo-a-passo, detalhe a detalhe. Sensacional. Sensacional. Sensacional.

Não dá nem para comentar esta parte do show. Pegue o álbum e ponha para tocar, você vai me entender. Ou não, espero.

Acompanhado a isto, o gigantesco telão, ajudando com imagens tão alucinantes quanto o som (nem tanto, né, olha o respeito).

No final, ele ainda agradeceu (em português) e foi ovacionado por minutos, sem intervalo (diferente dele, que fez 2, de quinze minutos cada – completamente compreensíveis, olhe a idade da peça!).

E, óbvio, voltou para um bis. Dessa vez chamou, ainda, o coral de crianças da UFRJ, que fingiu cantar junto a ele The Wall.

Tocou mais algumas ótimas músicas e se foi…

…deste show, porque da nossa memória, esse, que foi o melhor espetáculo que já presenciamos em nossas vidas, não sai nunca mais.

Obrigado, Rio de Janeiro.

Coisas do Rio

22 março, 2007 - Deixe seu recado!

Como já dissemos um bocado de vezes, tem coisas que você só encontra especificamente no Rio ou em grandes centros, muito diferente da nossa cidade natal, a mega-metrópole Aracaju (que fique claro que esta foi uma ironia saudável. A gente adora Aracaju. Tem seus problemas e limitações, como qualquer lugar, mas é uma cidade muito boa).

Uma coisa que nós encontraremos no Rio será o show do Roger Waters. E nós vamos! Agora é certo, sim. Nós vamos! Até já compramos ingressos!

Pink Floyd a� vamos nós

Encontramos por aqui também um bocado de ingresso de pré-estréias de filmes, shows, coquetéis de lançamentos de bons eventos ‘y otras cositas más’ que a turma do trabalho arranja pra gente. Maravilha, né?

E esse mês encontramos também uma empresa maluca, chamada Light (para quem já conhece, isso mesmo, a Light, fornecedora de energia elétrica). Já vi empresas malucas mas como essa é a primeira vez. Pelo menos nessa proporção, sem ser agência de propaganda ou design, sim!

Deixa explicar. Mudamos para o nosso adorado apartamento há pouco tempo, coisa de 5, 6 meses, e sempre tivemos uma vida regular.

Eletrodomésticos, televisão, som, ferro-de-passar, ar-condicionado, computador, tudo faz parte do nosso dia-a-dia desde o início. Sempre usamos esses trecos. E a conta era sempre na mesma média. Ora chegava até a cair mais, ora ficava no comum. Nenhum susto. Nunca. Até hoje à tarde!

Estou trabalhando, quando toca o celular. Marília, pedindo para que eu ligasse de volta (depois que inventaram de colocar o tal do identificador no celular o que apareceu de gente esperta não dá nem pra contar). E eu liguei, claro, vai que era alguma emergência.

Desesperada, ela me diz o valor da conta, seguida de uma frase bem interessante: Amor, estamos fu*#@%&! Claro, como a ficha não tinha caído quanto ao valor, falei que estava tudo bem e quando chegasse em casa resolveríamos o que fazer.

Mas o mal disso é que o tempo passa e o pensamento permanece. Com o pensamento permanecendo, as coisas vão clareando. E a realidade aparecendo. Até que a realidade se instalou.

Vou até postar uma foto da conta, para você não achar que é brincadeira (pelo menos da nossa parte não é. To até desconfiando que essa Light é empresa de comédia!). Dá para acreditar como uma casa como a nossa, com tantos super-computadores, várias centrais de ar-condicionados, muitas máquinas, com consumo elevado, consegue produzir uma conta de apenas… Não quero nem escrever esse valor! Traumatizei.

Interessante que eles erraram desse jeito numa casa com apenas 1 quarto, em que vivem o exagero de 2 pessoas, e sem grandes consumos (nem médios!!!). Já pensou um erro nessa proporção numa empresa? E se isso acontece com a conta de energia de um BNDES da vida? Acho que a pessoa que visse essa conta, no mínimo, teria um enfarto fuminante. Ou não.

Mas é isso. A conta tá aqui, eles estão lá e eu não to nem aí. Pagar pelo erro dos outros é até aceitável, em algumas situações. Mas um erro desse valor? Tomar no quer ninguém come areia, né?

Ah muleque!!!!!

Um dia a gente posta a solução dessa história. Espero que o resultado seja positivo, senão é porque a história ainda não chegou ao fim.

Ah, só para complementar, e falar de coisas do Rio, fomos aceito na pós-graduação (isso, no plural!).

Pronto, desabafei. Depois dizem que esse negócio de blog não tem sentido ou funcionalidade.

@ Paraty

12 março, 2007 - Uma resposta

ê vida

Sempre falaram pra gente que o estado do Rio de Janeiro era muito bonito, que tem muitas praias, lugares sensacionais. Nós ouvíamos falar bastante em Paraty, principalmente por conta de um festival de cachaças que acontece por lá, e também pela FLIP (festa literária internacional de Paraty).

Mas não tem jeito, nem mesmo conhecendo a cidade dá para ficar indiferente ou se acostumar com a beleza do lugar. É simplesmente impressionante.

rumbora

A nossa viagem começou na sexta, e tava marcada para saírmos às 16h. Mariana, namorada de Gustavo, que trabalho comigo, ficou de nos pegar no trabalho e, de lá, pegaríamos Marília e partiríamos. Óbvio, atrasamos tudo e saímos do Rio só às 19h, com tudo escuro já.

Viagem tranquila, com pista boa, mas só chegamos à meia-noite em Paraty. Não dava tempo mais pra nada, então conhecemos alguns amigos de Gustavo e fomos dormir.

Na manhã seguinte tomamos café e partimos em comboio para o porto, pegar os barcos que nos levariam para o passeio. Eram dois barcos, um do grupo que ía pescar e outro do pessoal que estava apenas a passeio. Fomos no de passeio, claro. Não é muito nossa praia passar o dia segurando vara e ficar fedendo a peixe!

Antes de ‘embarcarmos’, é justo explicar um pouco como viemos parar neste passeio.

Boteco1

Gustavo, que trabalha comigo, faz parte da tripulação de um veleiro, e eles têm um blog, o Boteco1. Este pessoal é de várias partes do Brasil, e se reúnem de vez em quando para se ver, trocar idéias, beber, etc. Desta vez nós participamos! Sacou?












O barco fez algumas paradas em umas ilhas para gente dar um mergulho, conhecer, etc. Cada lugar mais bonito que outro. Sensacional.





Depois paramos para almoçar num restaurante bem pequeno, no meio do mar. E então seguimos para casa, exaustos. Mas completamente satisfeitos.

Neste dia teve um churrascão, com garçons, tendas, etc. Mas, por conta da viagem, eu estava parecendo o RoboCop, todo duro, sem conseguir mexer o pescoço, então acabamos ficando no quarto.

Dia seguinte fomos conhecer a casa de um dos integrantes do grupo lá na cidade. Um pequeno paraíso (infelizmente sem internet, o que faz o lugar não ser assim tão perfeito) no meio de árvores, com um pequeno riacho correndo no quintal. Muito bonita.






E depois, uma das paradas mais esperadas, a Muricana, uma cachaçaria local!


Na volta, mais churrasco, descanso, uma volta no centro histórico de Paraty, para conhecer, comprar algumas coisas e, depois, estrada.

Por falar em estrada, haja boca! Só foi Marília falar que a Av. Brasil (um dos principais acessos ao Rio) devia estar engarrafada para que desse início um engarrafamento enorme, e muuuito antes de chegar na Brasil!

Deu tudo certo, com excessão de que só chegamos de madrugada em casa. Mas tá valendo, Paraty é show de bola.

06/07

12 março, 2007 - Deixe seu recado!

Existem várias misturas alcóolicas que são realmente interessantes.
Admito gostar bastante de cachaças, vodcas, cerveja, ‘ices’, e algumas variantes.
Tem coisas que também gosto, que é misturar sucos e refrigerantes a estas bebidas. E gosto mesmo! Juro. Sério.
Mas nós descobrimos uma que, apesar de ficar sensacional, uma delícia, não é nada legal: vodca e chá mate.
Impressionante o efeito que essa mistura causa em um simples corpo humano eufórico.

Como o carnaval, outro evento muito famoso do Rio é o seu mega reveillon.

Nos informaram que é uma coisa de louco. Gente de todo canto do mundo se espremendo nas curtas areias da badalada Copacabana, à espera da quase exagerada queima de fogos.
Claro, já estávamos aqui, fomos. E não fomos sós. Se hospedaram na mansão os casais Paulinho e Maysa e também Carol e Márcio, amigos de Aracaju. (Como ainda não tínhamos basicamente nada na casa – não muito diferente de hoje -, coube tudo direitinho, sem muito aperto!).

O povo no Arpoador

Eles vieram alguns dias antes para passar uns dias das férias, conhecer o Rio e ver, também, o ‘tal reveillon’ de Copacabana. E aproveitaram, viu! Caramba.
Uma pena que eles pegaram uma semana que choveu um bocado, o que tornou alguns passeios um pouco menos completos. Mas certamente que se divertiram.

Da próxima vez apanha!

E chega o tão esperado dia 31/12.

Primeira coisa do dia: último surf do ano, claro.
Eita água fria da peste. Umas ondinhas divertidas, quase ninguém dentro d’água – afinal era reveillon. Perfeito.

A partir de então, é beber e se divertir. Som ligado desde logo cedo, empolgação, etc.

Foi então que a temível mistura se tornou realidade.
Inocentemente, fui à cozinha e fiz um copaço de vodca com mate, por não ter mais refrigerantes ou sucos. Não sabia o que estava fazendo. Jamais imaginei que tal coisa pudesse acontecer.

Este ser simplesmente tomou conta do meu corpo – lembra dos gremlins?

Tinha a energia de uma criança de 8 anos de idade. Pulava, dançava (?), bebia mais, brincava com todo mundo. Jesus, uma criança.

E fomos para Copacabana, ver a tal queima de fogos.
5 minutos antes do início, a vontade de dispensar parte do líquido consumido se tornou prioridade para mim. Marquei o ponto por uma barraca próxima e segui o meu destino.

Ainda no caminho, já percebi que não lembrava mais o nome da barraca, mas certamente saberia qual era ao voltar, e fui tranquilo.
Durante a ‘liberada’, começou a queima de fogos.

Agora era correria para achar o povo. Passar o primeiro reveillon no Rio sozinho é sacanagem.
E cadê a barraca? Nunca vi tanta barraca na minha vida, e nenhuma era conhecida. A decisão mais racional que tomei foi sair feito louco varrido, correndo aleatoreamente por entre as barracas, até dar a sorte de encontrar de novo o pessoal.

Acho que nunca vi, também, tanta macumba na minha vida. E boa parte delas acabou revirada por um bebado alucinado, que ficava correndo por entre as barracas. Já pensou? Se eu pego um louco desse, não sei não…

E finalmente encontrei, quando só faltavam uns 3 minutos mais de fogos (só pra constar, a queima inteira deve durar aproximadamente 20 minutos). Muita alegria, curiosidade, risos, etc.

Vamos para o show de Black Eyed Peas!

TENTAMOS ir para o show, mas tinha tanta gente, mas tanta gente, que só quem conseguia se divertir era eu, que estava ‘sóbrio’. Então voltamos para casa.

Fim de festa.

Certeza? Todos estavam cansados, menos eu, que estava ‘energizado’.

Tudo mentira, é montagem!

Diz Marília – e eu acho que é mentira, mas, em nome da boa convivência, vou continuar escrevendo – que eu joguei o som lá nas alturas, com o show do Black Eyed, e dancei, pulei, brinquei com o povo, e etc, feito criança.

Bom, sinceramente, não guardei memórias disso, mas…

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